segunda-feira, 17 de março de 2008

Projeto: Minha escola e meus amiguinhos

I - JUSTIFICATIVA:
Por serem as faixas de idades menores, as com mais dificuldade de adaptação é necessário todo um trabalho, que leve a criança a perceber o real significado de estar na escola, principalmente nos aspectos de: fazer novas amizades (socialização) e descobrir os diferentes espaços da área escolar, vivenciando neles brincadeiras e construção de conhecimentos.

II - OBJETIVOS:
- Facilitar a adaptação da criança na escola.
- Tornar o processo de socialização mais rápido.
- Despertar o interesse da criança pelo dia-a-dia na escola, facilitando o seu desenvolvimento em todos os aspectos: físico, emocional e intelectual.

III - DETONADOR:
A história “ Pinóquio”.

IV - PERFIL DO GRUPO:
Crianças na idade de quatro anos, comunicativas e curiosas.

V - PROBLEMATIZAÇÃO;
Já sabemos:
- nome de alguns colegas.
- nome de alguns profissionais, inclusive a nossa professora.
- algumas das nossas características como ser humano.
Queremos saber:
- quem são os novos amigos?
- quem são os profissionaIs que trabalham em nossa escola e o que fazem?
- quem somos e como somos? ( características físicas e sociais )

VI – ÁREAS DO CONHECIMENTO:
Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais, Ciências Sociais e Artes.

VII - RECURSOS:
- brinquedos afetivos e pedagógicos;
- tintas, papéis, canetinhas, lápis coloridos, pincéis;
- tesoura, cola, massa de modelar;
- livros, gibis, revistas, jornais, folhetos de propagandas;
- e outros materiais e objetos que serão descritos nas atividades.

VIII – AVALIAÇÃO:
- Observação da criança durante as atividades.
- Anotações no registro.
- Trabalhos realizados pelas crianças.
- Diálogo com a criança e seus familiares.
- Reuniões com os pais.

IX - DURAÇÃO:
Dois meses.

X - ATIVIDADES:
1- Contar a história Pinóquio, destacando a importância da escola. Conversar sobre ela, estabelecendo comparações entre elas (crianças) e o boneco.
- Contei a história e depois conversamos sobre ela. As crianças já conheciam essa história e as vezes queriam antecipar algum detalhe. Assim como o boneco recebe um nome nós também recebemos o nosso.
2- Fazer a apresentação ( cada criança fala seu nome, inclusive a professora) observando se há nomes iguais.
- Fizemos a apresentação e enquanto eles falavam os nomes, fui escrevendo-os na lousa. As crianças, perceberam que há dois Vinícius na turma.
3- Fazer uma brincadeira para ajudar as crianças a identificarem os amigos, principalmente os novos.
- Fizemos uma adaptação da brincadeira “lenço-atrás”. Toda vez que uma criança deixava o “lenço” atrás da outra e corria, o nome dela ia sendo repetido pela turma com acompanhamento de palmas. Todas participaram inclusive a professora.
4- Fazer um passeio pela escola, conhecendo seus espaços, os profissionais que ali trabalham e suas respectivas funções.
- A maioria dos profissionais era conhecida pelas crianças. Não sabiam o nome e a função da diretora.
5- Fazer uma lista das coisas que tem na escola.
- As crianças falaram: comida, , brinquedos, massinha, tinta, giz de lousa, gira-gira, escorregador, balanço, baldinhos, salas, portas, livros, paredes, quadros, papel, crianças e adultos.
6- Pesquisar em revista fotos e figuras que lembram as coisas que tem na escola. Pedir que recortem, e colem em folhas de sulfite para depois montar um livrinho “ Tem na escola”.
- Figuras encontradas pelas crianças: crianças (brincando, escrevendo, balançando, no colo dos pais e dormindo), mochilas, mamadeiras, armário, xícaras, mesa, cadeiras, árvore, livro, peças sanitárias, comida, escova de cabelo, cozinheiro, televisão e computador. Na hora de encontrar as figuras eles acabaram encontrando coisas que não tinham sido ditas quando fizemos a lista.
7- Conversando sobre o porquê de estar na escola, a importância da escola e o principal elemento da escola “a criança”. Estabelecer comparações de “Pinóquio”, o boneco, com um menino de verdade (no qual ele se transforma depois).
- As crianças perceberam que ele foi feito de madeira e que um menino de verdade (toda criança) é feito de carne, ossos, pele e sangue. Ainda fizemos uma comparação, estabelecendo diferenças entre os meninos e as meninas.
8- Conversa sobre o que podemos e o que não podemos fazer na escola. Estabelecendo regras.
- Fizemos uma lista do que as crianças “podem” e “não podem” fazer na escola. Elas foram falando, enquanto eu escrevia na lousa.
“Podem” fazer na escola: desenhar, brincar, comer, tomar banho e dormir (se ficar o dia todo), ver livros, dançar, cantar, escrever, pintar e modelar.
“Não Podem” fazer na escola: brigar, jogar areia na calçada, gritar nas salas, pátio e corredor, sujar a escola, quebrar os brinquedos, correr nas salas, pátio e corredores, sair da sala sem autorização e jogar brinquedos e água.
9 - Fazer o desenho de uma criança, usando uma delas para fazer o contorno do seu corpo. Depois acrescentar os detalhes como: cabelos, olhos, orelhas, boca etc. Trabalhando o esquema corporal.
- Fiz o desenho (contorno) da Camila e fui acrescentando os detalhes conforme as crianças iam falando. Pedi que fossem nomeando cada parte do corpo. Conversamos sobre o tronco (conceito desconhecido das crianças) ao qual ficam ligados: cabeça, braços e pernas.
10 – Desenhar o esquema corporal.
- As crianças desenharam com canetinhas a colega Camila. Alguns tiveram mais dificuldade. A Gabriela é quem desenhou com maior riqueza de detalhes.
11- Contar uma história que mostre a importância e utilidade das partes do nosso corpo ( mãos, olhos, boca etc.).
- Contei a história “O menino que via com as mãos”. Essa história fala da falta da visão e do uso das mãos para compensá-la.
12- Explorar os vários aspectos da história.
- Conversamos sobre a importância das mãos tanto para quem tem todos os órgãos do sentido perfeitos, como para os que os têm deficientes.
Os deficientes visuais necessitam do tato para reconhecer objetos, pessoas e lugares, e os surdos-mudos para se comunicar. Falei da escrita em Braille e dos sinais dos surdos-mudos.
- Fizemos uma lista do que podemos fazer com nossas mãos. As crianças falaram: pegar coisas, brincar, abrir (torneira e porta), bater palmas, desenhar, pintar, ver livros e comer.
- Colocamos as mãos sobre os olhos para imaginar a situação do menino da história.

- Utilizando a “caixa surpresa” (brinquedo pedagógico) as crianças tocaram objetos dentro dela (sem ver) ,identificando apenas com o tato.
Previamente coloquei cinco círculos de diferentes tamanhos na caixa. “Cinco”,pois nossas mãos têm cinco dedos e que são de tamanhos diferentes. As crianças perceberam que eram círculos, só que disseram rodas. Também identificaram os tamanhos.
13 – Desenhar uma ou mais parte do corpo, trabalhada com a história.
- Desenhei o contorno das mãos das crianças e elas as coloriram com
giz de cera.
- Contamos a quantidade de dedos e de círculos e comparamos o tamanho dos dois.
14 - Propor uma brincadeira que ressalte a importância de uma ou mais partes do corpo.
- Fizemos a brincadeira da cobra cega. A criança que ficava com a venda sobre os olhos tinha que identificar o amigo encontrado, usando o tato. Algumas conseguiram, outras não.
15 - Apresentar cartazes ou livros que mostrem os órgãos dos sentidos e conversar sobre eles.
- Coloquei na lousa vários cartazes (confeccionado com fotos de revistas) destacando os órgãos dos sentidos. Falamos sobre a importância de cada um e sua utilidade.
16 – Fazer a experiência do paladar e olfato. Dar alguns alimentos para as crianças provarem e sentir o cheiro. Não dizer o que são, deixando-as os identificarem.
- Dei para provarem açúcar, sal, chocolate e pó de café. O Caio recusou-se a provar no início, só provou o chocolate quando as crianças já o tinham identificado., dizendo que era gostoso e que queriam mais .
Nesta atividade também puderam perceber que é pela língua que sentimos os sabores ( doce , salgado, amargo e azedo). Depois elas sentiram o cheiro das substâncias e as identificaram pelo olfato.
Falamos também da importância da língua para falar e comer (ajudar a engolir os alimentos).
Um dos cartazes mostrava um menino sorrindo onde se percebia a troca da dentição, a falta de alguns dentes de leite. Conversamos sobre eles, suas funções (cortar, furar e amassar), os tipos ( leite e permanentes) e o cuidado que devemos ter para conservá-los
17- Representar através do desenho uma criança sorrindo, evidenciando os dentes.
- As crianças desenharam o rosto de uma criança e nele a boca mostrando os dentes.
18 – Pesquisar em revista fotos de pessoas onde se vê os dentes sadios.
- Todos conseguiram encontrar as fotos. Eles recortaram e colaram.
19 - Pedir as crianças, para identificarem no ambiente diferentes sons. Propor que tampem os ouvidos para perceber a ausência do som. Apresentar objetos que produzem diferentes sons, deixando que identifiquem o som. (mostrar o objeto, só depois de ter produzido o som e eles terem ou não o identificado). Produzir sons com o corpo.(deixar que mostrem como podemos fazer).
- As crianças identificaram na sala o som do ventilador e o som de carros que passavam na rua. As crianças ouviram o som do coração do coleguinha. A turma foi dividida em duplas e um pode ouvir o coração do outro batendo. Produziram sons com: os pés, as mãos e a língua e identificaram o som de alguns objetos.
20 - Conversa informal sobre os alimentos importantes para a saúde e crescimento. Apresentar seqüência de figuras ( as fases da vida humana).
- Quando perguntei às crianças por que precisamos nos alimentar disseram “para ficar forte e crescer” . Perguntei também o que acontece se não nos alimentarmos mais e elas foram categóricas dizendo “ a gente morre”.
Fizemos uma lista de frutas, que são tão importantes para nossa saúde.
Disseram: LARANJA, MORANGO, BANANA, ABACAXI, MAÇÃ, LIMÃO, GOIABA, MARACUJÁ, MELÂNCIA.
21- Fazer recorte e colagem sobre a figura de um alimento.
- Entreguei às crianças a figura de um morango. Conversamos sobre a sua cor “ vermelha” . Depois as crianças recortaram papel vermelho com tesoura e colaram sobre a figura do morango.
22 - Desenhar alimentos oferecidos na escola.
- Foi oferecido “sucrilhos” dentro de pequenas tigelas. Aproveitamos para representar os conceitos cheio e vazio. Entreguei a eles uma folha de sulfite onde estavam desenhados dois círculos, representando as tigelas. Numa delas eles desenharam os “sucrilhos” ( cheia ), a outra deixaram sem desenhar, para indicar que estava vazia, e que o alimento já tinha sido todo consumido.
- As crianças desenharam “sucrilhos” dentro do círculo em forma de bolinhas. Alguns tiveram mais dificuldade para desenhar: Wesley e João Victor.
- Também desenharam uma laranja com giz de cera e coloriram com tinta guache amarela.
23– Mostrar figuras e livros, que mostrem a digestão dos alimentos no nosso corpo, os órgãos por onde passam e as transformações que eles sofrem.
- Mostrei um livro e cartazes sobre esse assunto, mas antes investiguei o que sabiam a respeito.
A maioria soube dizer que os alimentos iam para a barriga e estômago. Nada sabiam sobre os intestinos, mas conseguiram dizer no que os alimentos e líquidos são transformados quando não são mais necessários: em “cocô e xixi”.
Falamos sobre o papel dos dentes na digestão, a necessidade de mastigar bem e devagar.
Livros utilizados nessa atividade: “Ronque, Ronque”, “O sanduíche da galinha” e “Dentro da gente”.
24 – Mostrar cartazes com fotos de alimentos e pedir para que os identifiquem e digam suas origens.
- Das fotos não conseguiram dizer a origem do queijo e da farinha de trigo, mas acertaram a origem do leite, pão, ovo e suco de laranja.
As frutas e legumes disseram que eram de árvores. Fizemos então um passeio próximo ao solário e as crianças puderam ver uma abobreira com uma abóbora ainda pequena e puderam perceber quem nem todos alimentos vegetais são provenientes de árvores, alguns são de plantas rasteiras como a abóbora. Viram também um pé de acerola com flores e acerolas quase maduras, um pé de chuchu e uma goiabeira.
Acertaram quanto a origem do ovo, leite e pão.
25 – Pesquisar em revista fotos de alimentos, recortar com tesoura e colar em folha de sulfite.
- Todos conseguiram encontrar as fotos de alimentos. O Lucas é o que demora mais para executar as atividades.
26- Conversa sobre a higiene na manipulação dos alimentos, a lavagem das frutas e verduras antes de comê-las.
- Conversamos sobre o porquê de se lavar bem as frutas e verduras. As crianças disseram que “se não lavar comemos elas com bichinhos que nos deixam doentes”.
Falamos também sobre a importância da água, em todos os aspectos, pois dia 22/03 é “Dia Mundial da Água”.
Pedi às crianças para enumerar as variadas formas como utilizamos a água.
Disseram: Lavar roupa, lavar louça, beber, fazer comida, tomar banho, escovar os dentes, lavar as mãos e fazer suco.
O Mikéias foi quem mais participou com as respostas.
27 – Fazer uma pesquisa procurando fotos onde aparece a água.
Todos encontraram figuras. Acharam fotos do mar, de rio, piscina e banheira.
28 – Apresentação de cartazes sobre a Páscoa, destacando o chocolate usado para a confecção dos Ovos de Páscoa.
- Perguntei às crianças sobre a origem do chocolate e todos desconheciam. Desenhei e mostrei que é feito do fruto de uma árvore chamado cacau. Eles só conheciam a manteiga de cacau usada para proteção labial.
Contei a história do significado da Páscoa, a Paixão e Ressurreição de Cristo ( adaptação ).
Conversamos sobre os símbolos da Páscoa: os ovos de chocolate, o coelho, e o girassol.
29 – Fazer atividades gráficas referente ao tema Páscoa:
a- Desenhar o ovo de Páscoa.
b- Recortar com tesoura papéis coloridos e colar dentro da figura de um Ovo de Páscoa.
- Primeiramente antes de desenhar o ovo comparamos a sua forma com a de uma bola. As crianças perceberam que a bola tem a forma circular e o ovo é diferente desta, tem a forma oval. Na hora de desenhar a maioria soube bem representar esse aspecto.
30- Propor uma experiência utilizando a água para que percebam suas características.
- Comecei a atividade, perguntando às crianças qual era a cor da água. Alguns disseram que era branca e outros que era azul.
Pedi à uma das crianças que trouxesse um copo d´ água, para que pudéssemos observá-la. Todos a olharam e cheiraram. Mergulhei um pincel nela e passei sobre um pedaço de cartolina rosa, para que vissem a cor da água. Depois fiz o mesmo com a tinta azul e com a branca.
As crianças compararam e a Gabriela chegou a conclusão que a água era transparente, pois no papel rosa a pincelada d´água não ficou marcada com nenhuma cor e conforme foi secando sumiu. Também deixei que todos a cheirassem.
Aproveitando a água e as tintas, mostrei como a água “que não tem cor e nem cheiro”, pode ficar colorida e ter cheiro, se acrescentarmos à ela uma substância com cor e cheiro, neste caso a tinta. Primeiro adicionei a tinta branca e depois a azul. Todos viram e cheiraram novamente.
31- Fazer uma atividade gráfica utilizando a água colorida.
- Fizemos a pintura assoprada. Nesta atividade é colocada sobre a folha de papel 40 k um pouco da água colorida e as crianças devem esparramá-la apenas assoprando sem tocá-la com as mãos. Essa pintura deixa como resultado uma figura única e cuja forma, pode lembrar formas de animais, plantas etc. Alguns tiveram um pouco de dificuldade para assoprar.
32 – Levantar questões sobre a água, deixando expressarem-se livremente .
- Como a água chega à nossa casa?
“ Vem pelo cano.”
- De onde ela vem?
“ Vem do rio.”
- Como é a água?
“ É mole, macia e quando vira gelo fica dura.”
- De onde vem a água da chuva?
“ Vem do céu , da nuvem.”
- Onde encontramos água na nossa casa?
“ Na torneira da pia, no galão, no chuveiro, na privada, no tanque e no filtro”.
Embora a linguagem seja simples e nem sempre o termo usado seja correto, já conseguem expressar bem os conhecimentos que possuem.
33 – Atividade gráfica – Colorir a figura de uma torneira e representar a água com papel recortado com tesoura (pedaços bem pequenos). Conversar, sobre o uso correto da torneira enquanto escovamos os dentes, a fim de evitar o desperdício.
- Todos sabem usar a tesoura. O Caio e o Lucas foram os que mais demoraram na execução dessa atividade.
34 – Contar histórias que abordem o assunto ÁGUA.
- Contei as histórias: “A Baleia” (Cláudio Feldman), “O Barco” ( Mary França e Eliardo França) e “A gotinha perdida” ( Rosmari).
Utilizando as histórias fizemos comparações entre a água do mar e a água do rio. As crianças apontaram como diferenças entre elas: que a do mar é salgada e que é maior.
E também puderam perceber através da contação que a água (passa do estado líquido para o gasoso) vira uma fumacinha quando esquenta e some ( evapora ). Relembrei a pincelada de água que depois secou.
35 - Cantar algumas músicas que falam de água.
- Cantamos : “A biquinha”, “A canoa virou”, e “ Os indiozinhos”.
36 - Atividade gráfica – Representar o mar e os peixes com giz de cal molhado em água e cola.
- As crianças passaram o giz de cal azul deitado sobre a folha de papel 40 k e depois desenharam peixinhos com outras cores.
37 – Brincando na areia com baldinhos e água.
- Livremente misturaram água e areia. Antes pedi para que colocassem as mãos nos dois elementos separados ( exploração sensorial) e depois elas fizeram o que queriam com a massa.

XI – BIBLIOGRAFIA:
- Livros infantis diversos.
- Crocker, Mark. Atlas do Corpo Humano, Scipione.

XII – CONCLUSÃO:
Percebi que depois desse projeto as crianças estão mais atentas e participativas. A turma é interessada, caprichosa e conseguiu realizar todas as atividades propostas. Elas reconhecem a maioria dos conceitos trabalhados, estão mais comunicativas e algumas que no início se recusavam a participar das atividades, hoje demonstram interesse e entusiasmo.

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